Hoje em dia vejo que conceitos sobre a higiene se confundem com uma estética antiga, pré-conceituosa e monocultural.
Vou colocar dois exemplos para ver se consigo cristalizar meus pensamentos.
O primeiro é o do desodorante. Desodorante é um produto químico para evitar odores. No meu caso, quando criança eu não tinha nenhum odor nas axilas. Achava legal o meu primo mais velho usar desodorante, ficar perfumado e usei também. Não sei se é a causa direta, mas fato é que depois disso eu passei porque se não fico com um odor desagradável debaixo do braço. Meu pai nunca usou desodorante na vida. Ele é um grande corredor, e quando chega da corrida totalmente suado não está com nenhum cheiro desagradável. Podem ser apenas fatos isolados da minha experiência pessoal. Fato é que o desodorante não é um produto de higiene pessoal. Inclusive segundo diz no wikipedia sobre desodorantes , os denominados antitranspirantes podem causar inflamações. É um produto que tem mais haver com a estética do que coma higiene, mas quem não usa desodorante é um porco?
O segundo é a descarga do vaso sanitário. Um ser humano segundo este site produz de 400 a 500 gramas de fezs por dia. E segundo este outro site no caso das descargas mais nonas gastamos 6 litros de água por cada vez que usamos. Isso sem falar na descarga que acionarmos para nos livrarmos da urina, que é ainda mais frequente geralmente.
Então eu pergunto é inteligente e higiênico diluir 400 ou 500 gramas em 6 litros? E para onde vai este material? Quanto mais é gasto até o fim do tratamento (isso quando é tratado e não jogado diretamente em um curso d'agua)?
Existem outras alternativas como o banheiro seco, que não utiliza água e transforma as fezes em adubo ou o biodigestor que além do adubo produz metano utilizável. Algumas pessoas que converso só de pensarem em lidar com este tipo de coisa se sentem enojadas e realmente não acreditam que isso sim seria uma atitude higiênica.
Higiênico deveria ser aquilo que promove a saúde pessoal e ambiental .
As novas ferramentas que temos hoje para localização trazem uma tranformação profundana sociedade moderna.
Pensar que eu posso ter acesso a mapas do mundo inteiro, com uma ferramenta de busca por endereços como é o caso de programas e sites como Google earth ou Google maps permite que com apenas alguns dados eu consiga visualizar todo o percurso da minha casa até quase qualquer lugar do mundo.
Mesmo assim alguns lugares são menos privilegiados do que outros em relação a esse serviço de acesso aos mapas.
Minha dúvida é se esse lugares são representados com uma definição pior porque ainda não se tem dados cartográficos sobre a região ou se eles não são representados por que não é conveniente para algum grupo.
Digo isso porque para as comunidades isoladas que realmente seriam beneficiados com esses dados, este instrumental geralmente é precário.
Até acredito que é difícil obter dado de toda a amazônia por exemplo, mas dentro do estado do Rio de Janeiro, em uma região de conflito fundiário entre mega empresários e Caiçaras, na Península da Juatinga será que estes dados ainda não foram coletados ou simplesmente deixou-se aquele borrão?
terça-feira, 17 de março de 2009
Imagens de satélite de Marte. Realmente é uma obra de arte, todo colorido. O que mais me impressionou foi a geomorfologia marciana. As feições sugerem canais fluviais.
Quando estudei os efeitos de borda de um clareira provocada por deslizamento tive oportunidade de perceber a disputa entre a energia da floresta tentando colonizar a área degradada e ao mesmo tempo a área degrada influenciando de forma negativa (alterando o microclima) a floresta no entorno.
Se quiser experimentar a simulação clique na imagem.
As pesquisa indicam que a forma da clareira é um elemento importante para potencializar a recuperação ou degradação da área, e da mesma forma verificamos isso em nossa programação.
A borda é o ambiente de transição, de mudança, é onde existe a potência de trasnformação.
O processo tanto de degradação quanto de recuperação natural de áreas degradadas começa pelas bordas. Por isso acredito que ao pensar em uma intervenção, no caso um plantio por exemplo, ou algum projeto de recuperação de áreas degradas, deve-se buscar este padrão.
Aproveitar o potencial das bordas. Pode ser feito criando circulos de fertilidades, um ao lado do outro, ou observar outra borda e estimulá-la, intervir nestes espaço de transformação e energia potencial.
Parece um termo associado a um produto que, além da valorização e preocupação com a sustentabilidade ambiental, também se preocupe com a sustentabilidade cultural.
A proposta se apresenta com uma roupa bonita, ética, justa...
Resta saber se será mais um discurso, como já ouvimos tantos do tipo: eco resort, eco condomínio, eco qualquer coisa, ou então a agenda 21 ou o próprio conceito de sustentabilidade, e por ai vai.
Todos estes conceitos tiveram em sua origem idéias boas, que foram apropriadas pelo discurso capitalista e se transformaram em produtos.
A fagositose capitalista dos conceitos é impressionante.
A idéia de que é possível uma sociedade convivendo com o ambiente de forma harmônica permanece. O problema é tapar o sol com a peneira. Colocar espécies exóticas ornamentais no jardim ou na frente do condomínio está a milhares de quilômetros do que é viver de forma harmônica.
Temos então termos desgastados, pessoas desiludidas e discussões acadêmicas para definir o que todos sabem o que é na real.
Mas vamos lá. Eu, a princípio, prefiro pensar na sociobiodiversidade como uma preocupação com a cultura intrísecamente ligada a um lugar, um ambiente. Prefiro escutar o que essa cultura tem a me dizer. Prefiro que ela apresente, discuta e evolua suas formas de se relacionar com o ambiente. E tento aprender e aplicar onde posso.
Este tempo que passou foi, para mim, um perído de intensas transformações e ajustes.
Ciclos estão se completando e outros se formando tal qual um espiral.
Final da graduação, casa nova, pessoas que se vão, novas responsabilidades no trabalho.
Continuo no caminho, aliás, é preciso dedicar-se ao caminho, mais do que o fim da caminhada, que geralmente significa o começo de outra, mas o caminho, viver o caminho por ele mesmo, não como um meio para chegar a um fim, mas um processo em si de aprendizado e crescimento.
Estas duas música eu gosto muito, tanto da letra quanto da melodia.
Bicho Homem Baia & Rockboys
Composição: Indisponível
Máquinas de guerra e indumentária Pra vestir o caçador que, em vez da fera, caça A sua própria espécie que se encontra encurralada Desgraça muita e porrada na lata, Sem terra, enterrais na merda E deixais quem berra na miséria, sede e fome Bicho mau, bicho mau, bicho homem Bicho mau, bicho mau, bicho homem Talvez por dinheiro um dia até explodirias O mundo inteiro e eu queria ser teu travesseiro Quando se vês apenas como mais um a chorar Sempre em busca do prazer do ouro Quem te interfere perde o couro Mas te esqueces, teu tesouro é teu coração E todo mal que o consome Bicho mau, bicho mau, bicho homem Bicho mau, bicho mau, bicho homem
Máquina de deuses inventados Pra lutar contra diabos que o carregam Pelos quintos do maior conto de fadas Mascarado, sedutor, endiabrado Enganas o mais pobre coitado Que não percebe a grande máscara em que te escondes Bicho mau, bicho mau, bicho homem Bicho mau, bicho mau, bicho homem Tornando escassa nossa fauna e flora E tudo o mais que tu exploras Como uma cobra que devora o próprio rabo Estás em busca do teu fim Eu digo tudo isso por mim Pressinto um futuro em que não haverá Nem sombra de lembranças do teu nome Bicho mau, bicho mau, bicho homem Bicho mau, bicho mau, bicho homem
Desde que eu nasci tô no conflito Aflito pra saber porque Com tanta gente que eu podia ser Eu nasci eu Perdido entre sentimentos bons Pequenos delitos e contradições Entre a luz e o breu
Molho o pão no café e levo fé Que Deus é preto e fuma cachimbo Nasce menino, cresce mulher Vira fumaça, não tem destino Brinca de roda, roda nos ventos Dança na chuva, pois é um índio E cai no frevo, dança bale No que imagino Em tudo o que há, Ele é
Mas eu não sou um só Não sou só um Eu também sou milhões de eus Não sou Deus mas sou Eus
Pois sou eu quem acredita em mim Sou eu quem me explico Quando me complico Eu mesmo atendo as minhas preces Eu mesmo quem ouço Os meus próprios gritos
Oh, brother! Buscando a minha própria conclusão Oh, brother! Foi Eus quem quis assim Oh, brother! Eus é Deus dentro de mim... Graças a Deus